A queda da imunização de crianças no Brasil e o aumento das doenças erradicadas

09 de junho

PROPOSTA 07     09/06/2019

ORIENTAÇÕES PARA A REDAÇÃO

1.Seu texto deve ser escrito na modalidade culta da língua portuguesa e à tinta em até 30 linhas.

2.Serão desconsideradas as linhas copiadas dos textos motivadores.

3.Receberá nota zero a redação que se enquadrar nas seguintes características:

3.1.tiver até 7 (sete) linhas escritas;

3.2.fugir ao tema ou não for do tipo dissertativo-argumentativo;

3.3.apresentar parte do texto deliberadamente desconectada da proposta temática.

TEXTOS MOTIVADORES

Texto I

Imunização de crianças em queda: por que os pais deixam de vacinar os filhos?

Vacinação de crianças menores de um ano teve seu menor índice de cobertura em 16 anos.

Por Vanessa Fajardo – Por BBC- 09/07/2018 16h09

Os baixos índices de imunização de crianças no Brasil acenderam o alerta em especialistas. Mas afinal, quais os motivos por trás da decisão de pais que não vacinaram os filhos? Para Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, um dos motivos que explicam o menor índice em 16 anos de cobertura de vacinação em crianças menores de um ano é o fato de que as vacinas estão culturalmente vinculadas à percepção de risco da doença. Quando se trata de doenças erradicadas, a população tem mais dificuldade de enxergar seus perigos. Kfouri cita como exemplo os dados de cobertura da vacina contra a gripe, em 2016, que em três semanas atingiu a meta de 80% de cobertura, quando houve um surto da doença. “Hoje isso não seria possível nem em três meses.”

Para a pediatra Ana Escobar, consultora do programa “Bem Estar”, muitos pais mais jovens ficaram muito longe da realidade de ter uma criança com poliomielite ou sarampo, por exemplo.

Segundo dados do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, nos últimos dois anos a meta de ter 95% da população-alvo com menos de um ano vacinada não foi alcançada.

Dentre as vacinas do calendário infantil, apenas a BCG teve índices satisfatórios em 2016 e 2017. A vacina Tetra Viral, que previne o sarampo, caxumba, rubeola e varicela, apresenta o menor índice de cobertura: 70,69% em 2017. Seguido da vacina de Rotavírus Humano que ficou 20% abaixo da meta.

Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/imunizacao-de-criancas-em-queda-por-que-os-pais-deixam-de-vacinar-os-filhos-veja-perguntas-e-respostas.ghtml.Acesso em 11/02/2019 às 20:07. Adaptado.

Texto II

Sarampo, pólio, difteria e rubéola voltam a ameaçar após erradicação no Brasil

Estados do Norte enfrentam surto de sarampo, com duas mortes confirmadas, enquanto Sudeste e Nordeste se preocupam com possível volta da poliomielite; especialistas alertam para a necessidade de atenção às vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

sarampo era considerado uma doença erradicada no Brasil desde 2016, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou que o país estava havia um ano sem registro de casos do vírus. Mas isso mudou neste ano: boletins recentes da entidade advertem que está em curso um surto da doença, altamente contagiosa e que pode levar à morte de crianças pequenas ou causar sequelas graves.

Entre 1º de janeiro e 23 de maio deste ano, foram registrados 995 casos de sarampo no país (sendo 611 no Amazonas e 384 em Roraima), incluindo duas mortes, segundo a OMS.

Ainda no mês de junho, o Ministério da Saúde também informou haver alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras. A doença era considerada erradicada no continente desde 1994, após décadas provocando milhares de casos de paralisia infantil.

Os alertas acima colocam em evidência doenças que estavam controladas graças à vacinação em massa, mas que ameaçam provocar estragos na saúde pública brasileira caso a imunização sofra baixas.

“Entre as doenças já controladas no país, destaco preocupação com a poliomielite, a rubéola congênita e, como estamos vendo, o sarampo, que poderá se espalhar para outras regiões do Brasil” afirma o diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantan, Alexander Roberto Precioso. “É preciso aumentar a cobertura vacinal da população contra essas doenças.”

Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/sarampo-polio-difteria-e-rubeola-voltam-a-ameacar-apos-erradicacao-no-brasil.ghtml.Acesso em 11/02/19 às 20:13. Adaptado.

Texto III

Disponível em: https://www.google.com/search?q=mapa+da+queda+de+imuniza%C3%A7%C3%A3o+no+brasil&rlz=1C1SQJL_pt-BRBR775BR775&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjig7as2rTgAhW6F7kGHQpzCzoQ_AUIDygC&biw=1680&bih=939#imgrc=KQInaU6Mm5nafM:/Acesso em 11/02/19 às 20:19.

Texto IV

Disponível em: https://www.google.com/search?q=mobiliza%C3%A7%C3%A3o+para+vacina%C3%A7%C3%A3o+no+brasil&rlz=1C1SQJL_pt-BRBR775BR775&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjUsICS27TgAhUWGbkGHXfCC_sQ_AUIECgD&biw=1680&bih=890#imgrc=9xkRWwPyWnu-yM:/Acesso em 11/02/19 às 20:22.

PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A queda da imunização de crianças no Brasil e o aumento das doenças erradicadas ”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.