A doação de órgãos no Brasil

06 de outubro

PROPOSTA 19     06/10/2019

ORIENTAÇÕES PARA A REDAÇÃO

1.Seu texto deve ser escrito na modalidade culta da língua portuguesa e à tinta em até 30 linhas.

2.Serão desconsideradas as linhas copiadas dos textos motivadores.

3.Receberá nota zero a redação que se enquadrar nas seguintes características:

3.1.tiver até 7 (sete) linhas escritas;

3.2.fugir ao tema ou não for do tipo dissertativo-argumentativo;

3.3.apresentar parte do texto deliberadamente desconectada da proposta temática.

TEXTOS MOTIVADORES

Texto I

O artigo 2º da Lei nº 9.434 autoriza a realização do transplante de órgãos somente em estabelecimentos de saúde e médico-cirúrgicas de remoção e transplante permitidos pelo órgão de gestão nacional do Sistema Único de Saúde (SUS).

Qualquer pessoa tem o direito de atendimento pelo SUS. Além disso, a doação só poderá ser autorizada após a realização de exames e testes para diagnóstico de infecção e infestação no doador.

Doação de órgãos após a morte

O doador deve decidir livremente sobre a sua vontade de realizar a doação e para isso deve ser bem informado. Para que esse direito seja exercido mesmo após a morte, cabe aos familiares saberem o desejo do doador e cabe ao potencial doador manifestar e expor essa vontade ainda em vida. Somente com o consentimento dos familiares a doação de órgãos após a morte poderá ser realizada.

A retirada de órgãos, tecidos ou partes de um corpo humano após a morte só pode ser feita após a constatação e registro de morte cerebral e com a autorização do cônjuge ou parente de maior idade de até segundo grau familiar.  A morte cerebral deve ser comprovada por meio de exames feitos por médicos que não são da equipe de transplante.

Doação de órgãos em vida

Para doar órgãos e tecidos em vida é preciso que o doador tenha compatibilidade com o paciente que receberá a doação, boas condições de saúde e tenha parentesco de até quarto grau familiar ou ser casado com a pessoa. Se não existir vínculos, a doação só poderá ser realizada mediante ordem judicial.

A doação de órgãos não pode afetar a saúde do doador e ele precisa estar ciente dos riscos e consequências da cirurgia. O órgão para ser doado precisa ser duplo ou ter capacidade de reconstituir no organismo.

Disponível em: https://blog.ipog.edu.br/gestao-e-negocios/transplantes-e-doacoes-de-orgaos/adaptado/acesso em 29/9/2019 às 14:57

Texto II

Dilemas e conflitos éticos na doação de órgãos

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram que, entre janeiro e setembro de 2012, cerca de 6 mil pacientes foram diagnosticados com morte cerebral no País. Seus órgãos poderiam salvar a vida de quase 22 mil pessoas que aguardavam na fila de espera. Mas somente pouco mais de 1.800 deles se tornaram doadores. No Estado de São Paulo, no mesmo período, foram registrados quase 2 mil candidatos, com apenas 590 tendo seus órgãos retirados para transplante.

Os motivos para isso são vários. As famílias enfrentam uma série de dilemas éticos na hora de decidir o que fazer com o ente querido recém-perdido. “É uma questão que gera conflitos dentro do seio familiar”, comenta Leal. A própria dificuldade em compreender o conceito da morte encefálica contribui para a negação. É algo que ainda não está sedimentado para a maior parte da população. “A pessoa está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com o cérebro morto, mas o coração batendo e os outros órgãos funcionando. Para alguns, é difícil aceitar que ela morreu. Parece que há sempre uma luz no fim do túnel.”

Disponível em: http://www.usp.br/espacoaberto/?materia=dilemas-e-conflitos-eticos-na-doacao-de-orgaos/adaptado/acesso em 29/9/2019 às 15:01.

Texto III

Disponível em: https://www.google.com/search?q=campanhas+de+doa%C3%A7%C3%A3o+de+orgaos+e+tecidos&rlz=1C1SQJL_pt-BRBR850BR851&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiK8u__zvbkAhU_K7kGHV2eBb4Q_AUIEigB&biw=1680&bih=917#imgdii=n56f4WD9WOY5ZM:&imgrc=MdvcKLWGQ-kanM:/acesso em 29/9/2019 às 15:07.

PROPOSTA DE REDAÇÃO A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A doação de órgãos no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.